O Banco Central (BC) decidiu não autorizar a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), uma operação que estava em análise desde março e era a última etapa necessária para a finalização do negócio.
A informação sobre o veto foi divulgada na noite de quarta-feira (3) em um comunicado do BRB aos seus investidores. Até o momento, o BC não emitiu uma declaração oficial sobre a decisão.
No comunicado, o BRB informou aos acionistas que a solicitação para a compra, registrada em 28 de março de 2025, foi indeferida. O banco manifestou interesse em acessar os detalhes da decisão para entender melhor os fundamentos da recusa e considerar possíveis alternativas.
Recentemente, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou uma lei que autorizava a operação, atendendo a uma exigência judicial. A iniciativa tinha como objetivo aumentar a participação do BRB no mercado e fortalecer sua atuação no setor financeiro.
Desde o anúncio da proposta de aquisição, as ações do BRB apresentaram uma valorização de aproximadamente 23% na Bolsa de Valores (B3).
A proposta de compra do Banco Master, avaliada em R$ 2 bilhões, gerou controvérsias. O Master é visto como um banco com uma política agressiva de captação de recursos, oferecendo rendimentos que podem chegar a 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI). Essa taxa se mostra bem superior àquela média prática por bancos menores, que varia de 110% a 120% do CDI.
A confiança do mercado na saúde financeira do Banco Master é baixa, uma vez que a instituição não publicou o balanço referente ao último dezembro. Recentemente, a entidade tentou emitir títulos em dólares, mas não obteve sucesso. Além disso, operações relacionadas a precatórios aumentaram as incertezas acerca de sua situação financeira.
Adicionalmente, houve uma proposta do BTG Pactual para assumir o controle do Banco Master por apenas R$ 1, com a intenção de cobrir as dívidas da instituição através do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Contudo, a falta de um consenso entre os bancos que contribuiriam com recursos ao FGC inviabilizou a proposta.



