sábado, março 28, 2026
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Mercado financeiro ajusta expectativa de inflação para 4,85%

A expectativa do mercado financeiro para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi ajustada levemente de 4,86% para 4,85% em 2023, conforme publicado no Boletim Focus nesta segunda-feira (1º). Essa já é a décima quarta redução consecutiva da previsão, que é elaborada semanalmente pelo Banco Central (BC) com base nas projeções de instituições financeiras.

Para os próximos anos, as previsões de inflação também foram revisadas para baixo. Para 2026, a estimativa saiu de 4,33% para 4,31%. As projeções para 2027 e 2028 são de 3,94% e 3,8%, respectivamente.

É importante ressaltar que a previsão atual ainda se encontra acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, resultando em um limite inferior de 1,5% e superior de 4,5%.

Em julho, a inflação oficial, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou um aumento de 0,26%, influenciada por tarifas de energia mais altas, embora tenha mostrado uma redução nos preços dos alimentos pelo segundo mês consecutivo. No acumulado em 12 meses, o IPCA atingiu 5,23%, superando o teto de 4,5%.

Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa Selic como principal ferramenta, atualmente fixada em 15% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu interromper o ciclo de aumentos da taxa na última reunião em julho, após sete elevações consecutivas, devido à desaceleração da economia e à queda da inflação.

O Copom também observou que as políticas comerciais dos Estados Unidos trouxeram incertezas adicionais sobre os preços. Embora a intenção atual seja manter a Selic inalterada, não se descarta um novo aumento, se necessário.

Analistas projetam que a taxa básica de juros se mantenha em 15% ao ano até o final de 2025, com expectativas de queda para 12,5% em 2026, e reduções adicionais para 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

O aumento da Selic tem como objetivo conter a demanda aquecida, o que influencia diretamente os preços, pois juros mais elevados encarecem o crédito e incentivam a poupança. Entretanto, aumentos nas taxas também podem limitar o crescimento econômico, enquanto reduções podem facilitar o acesso ao crédito, estimulando a produção e o consumo.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a previsão de crescimento para 2023 foi ajustada de 2,18% para 2,19%. As estimativas para 2026 e os anos seguintes fixam o crescimento em 1,87% para 2026, 1,89% para 2027 e 2% para 2028. O crescimento de 1,4% no primeiro trimestre deste ano foi impulsionado principalmente pela agropecuária. O PIB também registrou um crescimento de 3,4% em 2024, marcando o quarto ano consecutivo de expansão e a maior alta desde 2021.

Quanto à cotação do dólar, a expectativa é de que encerre 2023 a R$ 5,56, e que em 2026 alcance R$ 5,62.

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