quarta-feira, junho 10, 2026
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Ministro destaca o saneamento como o principal desafio ambiental na Amazônia

A Amazônia apresenta uma taxa de reciclagem inferior a 3% dos resíduos sólidos que gera, configurando a falta de saneamento e tratamento adequado de lixo como o principal desafio ambiental da região. A declaração foi feita pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, em um programa de rádio na quinta-feira (28).

Durante a conversa, o ministro enfatizou a necessidade de promover uma cultura mais robusta em relação à gestão de resíduos, ressaltando que, no Estado do Amapá, a reciclagem chega a apenas 1%. Ele destacou que, embora as questões de desmatamento e garimpo ilegal sejam frequentemente abordadas, o foco principal deve estar no saneamento e na gestão de resíduos sólidos, pois a cobertura desses serviços na Amazônia é uma das menores do Brasil.

A declaração ocorreu no programa Bom Dia, Ministro, onde Waldez também discutiu as novas relações comerciais entre Brasil e China. Ele anunciou a chegada, no próximo sábado (30), do primeiro navio da China ao Amapá, proveniente de uma rota marítima recentemente estabelecida entre a Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau e o Porto de Santana das Docas.

O ministro destacou a articulação com a embaixada chinesa e mencionou três memorandos de cooperação estabelecidos com o governo da China, incluindo um focado no desenvolvimento regional que prioriza produtos da biodiversidade e logística. Waldez observou que, além da soja, café e ferro, o Brasil deve aumentar a diversidade de produtos exportados para a China.

No decorrer do programa, o ministro também abordou o AgroAmigo, um programa que oferece suporte financeiro a pequenos produtores rurais, agora estendido à agricultura familiar no Norte e Centro-Oeste do Brasil. Esse programa visa mitigar as perdas enfrentadas por produtores isolados na Amazônia, especialmente durante períodos de estiagem.

Waldez ressaltou que a agricultura familiar é vital para a segurança alimentar no Brasil, destacando que a produção de alimentos básicos decorre principalmente dessa fatia do setor agropecuário. Ele observou que muitos dos maiores produtores brasileiros focam na exportação, enquanto os agricultores familiares são responsáveis por alimentar a população local.

Além disso, o ministro mencionou um novo acordo com a Agência Brasileira de Desenvolvimento da Indústria para estimular a industrialização na Amazônia, ressaltando o potencial da região para a produção de fármacos, embora atualmente apenas forneça matéria-prima.

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