O cartunista Jaguar, de 93 anos, teve o corpo cremado no Memorial do Carmo, localizado na Zona Portuária do Rio de Janeiro. A cerimônia de despedida contou com a presença de amigos, familiares e colegas do artista.
Entre os presentes estava o humorista Marcelo Madureira, que enfatizou a importância da carreira de Jaguar e expressou tristeza pela sua recente demissão, após anos de colaboração com a Folha de São Paulo. Ele lembrou da coragem de Jaguar, que usou o humor como ferramenta de resistência durante a ditadura militar, e comentou sobre a dedicação do artista, que continuou a trabalhar até seu falecimento.
O quadrinista Chico Caruso também compareceu e destacou a singularidade da obra de Jaguar, descrevendo-o como um jornalista de humor talentoso, cujos desenhos refletiam sua essência.
O velório contou com exibições de algumas das obras mais icônicas de Jaguar, incluindo autorretratos e o ratinho Sig, que se tornou o mascote do Jornal O Pasquim.
Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, faleceu no último domingo (24) no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Copa D’or devido a uma infecção respiratória que levou a complicações renais.
Jaguar foi um dos fundadores de O Pasquim, lançado em 1969 durante a ditadura militar, e conhecido por seu conteúdo crítico e ácido frente ao regime. Ao longo de sua carreira, colaborações com diversos jornais e revistas marcaram sua trajetória, além de parcerias com personalidades do mundo das artes gráficas, como Ziraldo, Millôr Fernandes e Henfil.



