quinta-feira, março 26, 2026
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Brasil repudia agressão de Israel contra jornalistas na Faixa de Gaza

O governo brasileiro emitiu um comunicado nesta segunda-feira (11) desaprovando a morte de seis jornalistas da Al Jazeera durante um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza no domingo (10). Os profissionais da mídia estavam próximos ao hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, quando foram atingidos.

O texto, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, destaca que o incidente representa mais uma violação do direito internacional humanitário e da liberdade de imprensa, elevando a contagem de jornalistas mortos em Gaza para mais de 240 desde o início do atual conflito.

Na nota, o governo brasileiro solicita às autoridades israelenses que garantam a segurança e a liberdade de atuação dos jornalistas em Gaza, além de levantar restrições que dificultam a entrada de jornalistas internacionais na região.

Entre os jornalistas falecidos estava Anas Al-Sharif, de 28 anos, que foi acusado por Israel de ser um terrorista disfarçado de repórter. A Organização das Nações Unidas já havia contestado essa afirmação, de acordo com informações da agência RTP.

Israel, por sua vez, proíbe a entrada de veículos de comunicação internacionais em Gaza. As Forças de Defesa de Israel alegaram que Al-Sharif era líder de uma célula do Hamas e estava envolvido em ataques com mísseis contra civis israelenses e soldados. Os israelenses citam informações de inteligência e documentos coletados em Gaza como evidências.

Ainda em outubro de 2024, as Forças de Defesa de Israel mencionaram Al-Sharif como um dos seis jornalistas que supostamente pertenciam ao Hamas e à Jihad Islâmica Palestina, baseando-se em documentos que, segundo eles, revelavam listas de pessoas que realizaram cursos de formação.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou no domingo (10) uma nova ofensiva com o objetivo de desmantelar os redutos do Hamas em Gaza, uma região que enfrenta uma crescente crise de fome após 22 meses de conflito.

A Al Jazeera classificou o ataque como uma “tentativa desesperada de silenciar vozes em meio à ocupação de Gaza”. Outros jornalistas mortos incluíram Mohammed Qreiqeh, Ibrahim Zaher e Mohammed Noufal.

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