O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota neste sábado (9) manifestando sua preocupação com a decisão do governo de Israel de intensificar as operações militares na Faixa de Gaza, que inclui uma nova incursão na Cidade de Gaza.
Na declaração, o Itamaraty destacou que essa ação tende a agravar a já crítica situação humanitária enfrentada pela população palestina, caracterizada por altos índices de mortes, deslocamentos forçados e escassez de alimentos.
O ministério reafirmou que a Faixa de Gaza, assim como a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, constitui parte integrante do Estado da Palestina. Em razão disso, o Brasil reiterou sua solicitação de uma retirada total e imediata das tropas israelenses da região.
Ainda de acordo com a nota, o Brasil ressaltou a importância de um cessar-fogo permanente, da libertação de todos os reféns e da facilitação da entrada de ajuda humanitária.
No dia 7 de outubro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a intenção de ampliar o controle militar sobre toda a Faixa de Gaza, uma declaração que gerou críticas tanto localmente quanto internacionalmente.
No dia seguinte, o alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Volker Turk, expressou desapreço pelo plano israelense. Além disso, o governo da Alemanha anunciou que não autorizaria exportações de equipamentos militares que pudessem ser utilizados na Faixa de Gaza até segunda ordem.
Neste sábado, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou que os países muçulmanos devem agir de forma conjunta e mobilizar a oposição internacional contra os planos de Israel para a Cidade de Gaza.



