O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou na última sexta-feira (8) o pedido do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorreu em um contexto de restrições impostas a Bolsonaro, que está sob prisão domiciliar decretada por Moraes na segunda-feira (4).
O ministro ressaltou, sem fornecer detalhes, que Gayer é alvo de uma investigação em um processo sigiloso relacionado a apurações envolvendo o ex-presidente. Uma das medidas restritivas impostas a Bolsonaro proíbe que ele mantenha contato com investigados em ações penais conexas, o que inclui Gayer.
Moraes citou a proibição que impede Bolsonaro de se comunicar com réus ou investigados, incluindo através de terceiros, ao justificar a negativa ao pedido de visita. A investigação em questão é vinculada a um inquérito que apura ações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por supostamente incitar governos estrangeiros contra autoridades brasileiras.
Na quinta-feira (7), o ministro liberou a visita de outros deputados aliados a Bolsonaro, além de seus médicos particulares. Os filhos e netos do ex-presidente têm autorização para visitá-lo sem necessitar de prévia autorização.



