domingo, março 29, 2026
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Diretor da Petrobras relaciona queda na bolsa ao valor dos dividendos pagos

A forte desvalorização das ações da Petrobras na B3, registrada na última sexta-feira (8), é atribuída à insatisfação dos acionistas em relação ao volume de dividendos a ser distribuído. Essa análise foi feita pelo diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da empresa, Fernando Melgarejo.

No pregão, as ações ordinárias da companhia chegaram a cair aproximadamente 7%. Paralelamente, um movimento semelhante ocorreu na bolsa de valores de Nova York (NYSE).

Mesmo sendo uma estatal, a Petrobras possui ações negociadas publicamente, com o governo federal detendo 50,26% das ações com direito a voto, incluindo participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na noite anterior, após a divulgação do balanço do segundo trimestre, a Petrobras anunciou um total de R$ 8,66 bilhões em dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) para seus acionistas, resultando em R$ 0,67192409 por ação. O governo deve receber cerca de 29% desse total, enquanto o BNDES ficará com aproximadamente 8%. As ações ordinárias conferem direito a voto, enquanto as preferenciais têm prioridade na distribuição de dividendos.

No segundo trimestre de 2025, a Petrobras reportou um lucro líquido de R$ 26,7 bilhões, uma queda de 24,3% em comparação ao trimestre anterior, mas um resultado positivo se comparado ao mesmo período de 2024, quando a empresa apresentou um prejuízo de R$ 2,6 bilhões.

Embora as ações tenham registrado uma queda significativa, Melgarejo destacou que os resultados operacionais da empresa foram considerados positivos pelos analistas de mercado, com 75% dos 16 especialistas recomendando a compra de ações.

A queda do preço do petróleo também foi um fator mencionado por Melgarejo. No segundo trimestre de 2025, o barril de petróleo tipo Brent foi negociado a uma média de US$ 67,82, representando uma redução de 10% em relação ao primeiro trimestre. A capacidade de pagamento de dividendos extraordinários dependerá da geração de caixa operacional e do preço do petróleo.

Por outro lado, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) elogiou a decisão da Petrobras de não distribuir dividendos extraordinários neste trimestre, argumentando que esse movimento permitirá um aumento nos investimentos da empresa.

A política de dividendos da Petrobras estipula que, em situações de endividamento abaixo de um limite estabelecido, será distribuído 45% do fluxo de caixa livre aos acionistas, considerando as condições normativas vigentes.

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