domingo, março 29, 2026
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Haddad garante que Brasil contará com o melhor sistema tributário do planeta

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o Brasil está a caminho de estabelecer o melhor sistema tributário do mundo, destacando os modelos de sistemas bancário e eleitoral do país. Sua afirmação ocorreu durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), popularmente conhecido como Conselhão, realizada na manhã desta terça-feira (5).

A reforma tributária, após anos de debate, foi aprovada pelo Congresso em dezembro passado e sancionada em 16 de janeiro deste ano. A nova legislação estabelece vários pontos que requerem regulamentação, resultantes da emenda constitucional que alterou o sistema tributário nacional.

Haddad enfatizou que os grupos de trabalho do Conselhão desempenharam um papel crucial nesse processo, com a participação de 30 grupos focados na regulamentação e mais de 32 grupos para a implementação tecnológica da reforma. Ele mencionou que cerca de 200 entidades do setor econômico dialogaram com essas equipes, reforçando a capacidade do Brasil de se afirmar como uma nação independente.

A menção de Haddad à relação com os Estados Unidos se deu em contexto da interferência do governo americano nos assuntos internos do Brasil, especialmente após o anúncio de tarifas elevadas sobre produtos brasileiros, consequência de tensões políticas e judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No entanto, o presidente da Fiesp, Josué Gomes, levantou a importância de uma distribuição mais justa da carga tributária, questionando como lidar com as pressões externas à economia. Gomes defendeu a necessidade de parcerias estratégicas globais e enfatizou a importância de investimentos, especialmente de empresas norte-americanas.

Rafael Fonteles, governador do Piauí e representante dos governadores do Nordeste, expressou apoio ao governo federal nas iniciativas para enfrentar o aumento das tarifas e os impactos no emprego. Ele sugeriu a implementação de ações emergenciais para apoiar exportadores e a disponibilização de crédito para setores afetados, além de compras governamentais para mitigar os efeitos negativos.

Fonteles também propôs que o Brasil busque reduzir sua dependência do mercado dos Estados Unidos, sugerindo especial atenção aos produtores de frutas, pescado, açúcar e minério da região Nordeste.

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