Na manhã de domingo, 20 de agosto, a Delegacia de Polícia Civil de Bela Vista recebeu informações sobre a morte de Anderson Gomes Lopes Machado, um professor de 24 anos da Aldeia Indígena Pirakuá. O corpo da vítima foi encontrado em uma estrada rural, enquanto sua motocicleta estava abandonada a aproximadamente 200 metros do local, apresentando sinais de uma possível tentativa de ligação direta.
Uma equipe do Setor de Investigações Gerais, acompanhada de peritos, se dirigiu ao local para realizar os primeiros levantamentos e coletar evidências relevantes. Após uma série de entrevistas preliminares, líderes da aldeia indicaram três suspeitos do crime. Um deles, identificado como E.V. (24), foi preso em flagrante ainda no mesmo dia na comunidade indígena.
No dia seguinte, a polícia militar conseguiu localizar o segundo suspeito, E.A.E. (29), que também foi detido em flagrante. Ambos tiveram suas prisões confirmadas e convertidas em prisão preventiva pelo Judiciário.
Durante os interrogatórios, inconsistências nas versões apresentadas pelos suspeitos resultaram na identificação de um quarto envolvido. Solicitações foram feitas para a decretação de prisão preventiva dos outros dois foragidos, que foram acatadas pela Justiça.
Na última segunda-feira, uma equipe do Departamento de Operações de Fronteira, em coordenação com a Delegacia de Bela Vista, localizou G.M.A. (24), terceiro suspeito já com mandado de prisão preventiva. Ele foi capturado.
Na manhã de terça-feira, o quarto suspeito, R.V.G. (31), foi detido enquanto tentava fugir para uma área rural nas proximidades da cidade de Antonio João.
As investigações revelaram que, por volta da 1h de domingo, os quatro indivíduos abordaram Anderson, exigindo sua motocicleta, uma Honda CB 250 Twister. Ao receber uma negativa, iniciaram um ataque com uma foice e facas, causando sua morte imediata. Além da motocicleta, que não funcionou após o crime e foi abandonada, também foram levados um par de chuteiras.
Os suspeitos alegaram, em seus interrogatórios, que o ato foi motivado pela busca de dinheiro para a compra de mais álcool, já que estavam consumindo bebida desde a tarde do dia anterior. A congruência entre os depoimentos dos testemunhos, as evidências coletadas no local e os objetos encontrados, incluindo a foice utilizada no crime e as chuteiras, permitiu a prisão dos quatro homens. Eles foram encaminhados ao Presídio Máximo Romero, em Jardim, onde permanecerão à disposição do Judiciário.



