quinta-feira, março 26, 2026
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Ciência ao Alcance da Comunidade: Pesquisadores Superam Desafios com Apoio do Governo de MS

Silvia é pesquisadora da Uniderp, pós-doutora em Recursos Naturais, com apoio do Estado

Silvia, Marinete e André têm histórias distintas, mas unem-se em um objetivo comum: tornar a ciência mais acessível e conectada à realidade das pessoas. Seus trabalhos em pesquisa e divulgação científica refletem uma nova geração que está mudando a comunicação do conhecimento no Brasil.

Silvia Cristina Heredia, farmacêutica, professora e pesquisadora, compartilha sua paixão pela ciência. Contudo, também menciona os desafios enfrentados ao longo de sua carreira, destacando a sobrecarga de trabalho que inclui aulas, orientação de alunos e compromissos pessoais, o que a levou a experimentar o esgotamento emocional.

A escolha pela carreira científica trouxe renúncias pessoais significativas, como a decisão de não formar uma família, o que pode ser visto como um trade-off em busca de conquistas profissionais.

Marinete é pós-doutora em História e pesquisadora da UEMS

Marinete Rodrigues, também pesquisadora, impulsiona o projeto “Gênero e Ciência: A Participação das Mulheres na Carreira Científica em Mato Grosso do Sul.” Ela observa avanços significativos para a inclusão feminina na ciência e destaca o reconhecimento de seu papel, tanto por parte de mulheres quanto de homens na área.

O olhar feminino, segundo Marinete, é crucial para o avanço da ciência. Profissionais do sexo feminino estão moldando a ciência com empenho e rigor, tanto no que se refere aos dados quanto ao conhecimento técnico.

André é jornalista e desenvolve projetos na UEMS

André Mazini coordena o projeto e o documentário “Mulheres na Ciência,” que explora histórias inspiradoras como as de Silvia e Marinete. Para ele, a disseminação do conhecimento científico é fundamental, enfatizando a necessidade de tornar a ciência acessível e relevante à população.

Essas perspectivas fazem parte de um movimento em Mato Grosso do Sul que visa transformar, comunicar e incluir a ciência na sociedade.

Redefinição da divulgação científica

O estereótipo do cientista isolado e de linguagem complexa está sendo substituído por profissionais que utilizam redes sociais e outros meios de comunicação modernos para incrementar a divulgação científica. O foco é aproximar a ciência da sociedade.

Esse novo enfoque está de acordo com a crescente presença feminina na ciência, embora as mulheres ainda enfrentem obstáculos em posições de liderança. Iniciativas que destacam o trabalho feminino são essenciais para criar um ambiente mais equitativo e diverso.

Iniciativas do Governo de MS fortalecem a ciência

Mato Grosso do Sul tem investido em políticas públicas que promovem a ciência e a inovação por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia). Essas entidades têm ampliado recursos e criado programas com impacto direto na sociedade.

O secretário-executivo da Semadesc, Ricardo Senna, ressalta que o Estado vê a ciência como um vetor essencial para o desenvolvimento econômico.

A nova legislação, a Lei Estadual nº 6.380, cria condições favoráveis para o crescimento da ciência em Mato Grosso do Sul, incluindo incentivos à pesquisa e suporte financeiro para bolsas em áreas estratégicas, como bioeconomia e energias renováveis.

Fomento pela Fundect e projeções futuras

Silvia em entrevista ao podcast Papo de Ciência

Com 27 anos de atuação, a Fundect é a principal entidade de fomento à ciência no estado. Em 2024, a fundação lançou um investimento histórico superior a R$ 66 milhões, apoiando mais de 400 projetos e garantindo 1.650 bolsas mensais em diversos níveis de formação científica.

Além disso, um investimento de R$ 5,4 milhões beneficiou 70 pesquisadores que estavam sem financiamento. A Fundect também alocou cerca de R$ 14 milhões para 92 programas stricto sensu no estado.

Dentre os principais projetos, destacam-se a Rede Centro-Oeste de Pesquisa, que recebeu R$ 16,8 milhões para iniciativas em bioeconomia, e o PICTEC, que oferece 2.300 bolsas voltadas à iniciação científica em escolas públicas.

A fundação apoia um ecossistema de inovação que inclui ambientes colaborativos, incubadoras e aceleradoras, promovendo um ambiente propício ao desenvolvimento científico na região.

Impacto dos investimentos na sociedade

Os investimentos em ciência e inovação têm gerado impactos positivos e sustentáveis. Segundo Senna, essas iniciativas não apenas estimulam a produção científica, mas também tornam empresas mais competitivas e criam oportunidades de mercado.

A diretriz do Governo do Estado é que o fortalecimento da ciência contribui para a transformação social através do conhecimento e formação de cientistas capacitados, o que é crucial para atender às demandas da população.

Taynara Foglia, Comunicação Governo de MS
Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal

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