sábado, novembro 7, 2026

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Professor alerta para os riscos do consumo do peixe-leão

**Peixe-leão avança no litoral brasileiro e consumo ainda exige cautela**

Originário dos oceanos Índico e Pacífico, o peixe-leão passou a representar uma ameaça à biodiversidade marinha no Brasil. Considerada uma espécie exótica invasora, a presença do animal preocupa porque ele não tem predadores naturais nas águas brasileiras e se alimenta de peixes nativos de áreas de recifes e corais.

Como forma de reduzir a população da espécie, iniciativas de captura e uso gastronômico vêm sendo discutidas em diferentes regiões. Em Salvador, porém, a possibilidade de consumir o peixe ainda provoca dúvidas devido à presença de veneno em seus espinhos.

O risco está concentrado nas estruturas externas das nadadeiras, que podem inocular a substância em caso de contato. Diferentemente do baiacu, cuja toxina pode estar presente em órgãos, pele, ovas e até na parte comestível, o peixe-leão não possui veneno disseminado pela carne.

Apesar disso, o preparo requer técnicas adequadas para a retirada segura dos espinhos. A carne é apontada como nutritiva e própria para consumo após o manuseio correto, mas especialistas recomendam cautela enquanto estudos sobre a viabilidade da alimentação humana com a espécie não tiverem reconhecimento oficial das autoridades sanitárias brasileiras.

Órgãos ambientais orientam pescadores e banhistas a comunicarem às autoridades qualquer captura ou avistamento do peixe-leão. O registro do local ajuda no acompanhamento da expansão da espécie, especialmente no litoral da Bahia.

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