Um novo projeto no Pará visa assegurar a preservação dos peixes-boi, criando alternativas para a reabilitação, aclimatação e reintegração desses animais à natureza. A proposta foca especialmente em filhotes órfãos.
Atualmente, tanto o peixe-boi marinho quanto o amazônico estão em risco de extinção, com o marinho classificado como “Em perigo” e o amazônico como “Vulnerável”. O “Projeto de Conservação de Peixes-Boi no Estado do Pará” é uma colaboração entre o Instituto Bicho D’Água e o Ibama, contando com o apoio do Museu Emílio Goeldi.
Como parte do plano, há uma parceria com a Universidade Federal do Pará e o Centro de Reabilitação de Fauna Aquática, localizado em Castanhal, que receberá os filhotes de peixe-boi resgatados na região do baixo Amazonas. Os animais passarão por um processo de reabilitação antes de serem levados a um espaço de aclimatação, que será construído em Soure, na Ilha do Marajó, com a capacidade de acolher até oito peixes-boi. Após a reintegração, os animais serão monitorados por aproximadamente dois anos para avaliar o sucesso da operação e realizar estudos sobre a espécie.
Atualmente, segundo o Instituto Bicho D’Água, há 50 mamíferos em processo de reabilitação no Pará, a maioria deles filhotes órfãos cujas mães foram caçadas. Em 2023, 21 peixes-boi foram resgatados na região oeste do estado e na ilha de Marajó. Sem o devido cuidado, esses filhotes teriam poucas chances de sobrevivência.



