quinta-feira, outubro 22, 2026

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Doenças cardiovasculares causam uma morte a cada 72 segundos no Brasil

# Doenças cardiovasculares causam uma morte a cada 72 segundos no Brasil

As doenças cardiovasculares provocaram 318.945 mortes no Brasil entre o início de 2026 e 16 de outubro, conforme dados do Cardiômetro, ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O volume equivale a uma morte a cada 72 segundos, com média de 1.194 óbitos por dia ou aproximadamente 50 por hora.

O indicador passou a fazer parte do Hub de Doenças Cardiovasculares, plataforma lançada pela SBC em parceria com a World Heart Federation. O sistema reúne informações sobre mortalidade e outros indicadores relacionados às principais doenças do aparelho circulatório no país.

A base utiliza registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, além de estimativas epidemiológicas do estudo Global Burden of Disease 2023. As taxas são calculadas com estimativas populacionais disponibilizadas pelo DataSUS, a partir de dados do IBGE.

A plataforma concentra séries históricas de mortes entre 2000 e 2024 e também projeta cenários para os próximos anos. Mantida a tendência observada nas últimas duas décadas, o número de mortes cardiovasculares poderá crescer 10,8% até 2030.

Nesse cenário, os óbitos anuais passariam de 417.550, registrados em 2024, para 462.573 em 2030.

Apesar da projeção de aumento no número absoluto de mortes, a taxa de mortalidade apresentou queda ao longo dos últimos 20 anos. Em 2024, foram contabilizados 195 óbitos por doenças cardiovasculares para cada 100 mil habitantes, redução de 36% em comparação com os anos 2000, quando a taxa era de 306,4 por 100 mil habitantes.

Os dados também revelam diferenças entre os estados. Alagoas aparece com a maior taxa de mortalidade cardiovascular do país, com 245,5 mortes por 100 mil habitantes. Amapá, com 225,1 por 100 mil, e Mato Grosso do Sul, com 220,4, vêm na sequência.

O Hub permite consultar números absolutos, taxas de mortalidade, séries históricas e estimativas comparáveis internacionalmente. Os indicadores podem ser filtrados por estado, sexo e faixa etária.

A ferramenta foi apresentada durante a abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro, realizado em conjunto com o Congresso Mundial de Cardiologia. A iniciativa busca ampliar o acesso de pesquisadores, profissionais de saúde, gestores públicos, jornalistas e demais interessados a dados sobre saúde cardiovascular.

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