domingo, setembro 20, 2026

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FMI alerta que IA pode acelerar o crescimento e ampliar tensões econômicas

**FMI vê potencial de ganho com IA na Europa, mas alerta para desigualdade e pressão energética**

A inteligência artificial pode aumentar a produtividade da Europa em cerca de 1% em um período de cinco anos, segundo avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI). O avanço da tecnologia, porém, também pode ampliar disparidades econômicas, elevar a demanda por eletricidade e reforçar a dependência europeia de soluções desenvolvidas no exterior.

A análise foi preparada para uma reunião informal dos ministros das Finanças da União Europeia, marcada para os dias 18 e 19 de setembro, em Dublin. O FMI aponta que os efeitos da IA não devem ocorrer de forma homogênea entre os 27 países do bloco, suas regiões e os trabalhadores.

Para reduzir essa diferença, o organismo defende o avanço do mercado único europeu. A integração mais ampla dos setores de capital, trabalho e energia poderia facilitar a disseminação de tecnologias de inteligência artificial e distribuir melhor os ganhos de produtividade.

O relatório estima que aproximadamente 60% dos trabalhadores das economias europeias avançadas atuam em profissões com elevada exposição à IA. Parte desses profissionais poderá ampliar a produtividade com o uso das novas ferramentas, enquanto outros podem enfrentar substituição de tarefas, especialmente em funções rotineiras mais suscetíveis à automação.

A expansão da IA também deve aumentar a pressão sobre a infraestrutura elétrica. Os centros de dados já respondem por cerca de 3% do consumo de energia no continente, e essa participação tende a crescer com a ampliação do uso da tecnologia.

Cidades que concentram grandes estruturas digitais, como Frankfurt, Londres, Amsterdã, Paris e Dublin, estão entre as áreas mais vulneráveis à sobrecarga das redes locais. O FMI recomenda investimentos em conexões elétricas entre países e maior integração do mercado de energia da União Europeia.

Outro ponto de atenção é a concentração do desenvolvimento de modelos de inteligência artificial nos Estados Unidos e na China. Sem investimentos relevantes em seu próprio setor tecnológico, a Europa pode criar uma nova dependência estratégica de fornecedores estrangeiros.

Segundo o FMI, os países europeus mais desenvolvidos devem concentrar uma parcela maior dos benefícios da IA, por reunirem melhores condições de adoção tecnológica e maior presença de atividades expostas às transformações provocadas pela ferramenta.

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