terça-feira, setembro 22, 2026

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São Paulo confirma quatro novos casos de sarampo e soma 36 registros no ano

# São Paulo registra quatro novos casos de sarampo e total chega a 36 em 2026

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta terça-feira (15) mais quatro casos de sarampo. Com as novas notificações, o estado soma 36 registros da doença em 2026.

Três dos pacientes vivem na capital paulista: duas crianças com menos de 2 anos, ambas com vacinação incompleta, e uma mulher de 24 anos que possuía registro de imunização. O quarto caso é de um homem de 36 anos, morador de Santo André, no ABC Paulista, também vacinado.

A cidade de São Paulo reúne 32 dos 36 casos contabilizados no estado, o equivalente a 88% do total. São Bernardo do Campo registra duas infecções, enquanto Guarulhos e Santo André têm um caso cada.

Do total de pacientes diagnosticados, 26 não tinham comprovação de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto.

Segundo o balanço estadual, dois casos importados foram identificados em março e abril. Após 12 semanas sem novos registros relacionados a essas ocorrências, a transmissão foi considerada encerrada.

Os demais casos notificados entre junho e agosto tiveram os locais de transmissão identificados e seguem sob acompanhamento do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, em conjunto com as autoridades municipais.

As equipes de saúde realizam rastreamento de contatos, acompanhamento de pessoas expostas e aplicação de vacinação de bloqueio quando indicada.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é disponibilizada gratuitamente pelo SUS nos postos de saúde dos 645 municípios paulistas.

O calendário prevê a primeira dose para crianças aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de 15 meses a 29 anos devem ter duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Para a faixa de 30 a 59 anos, é recomendada ao menos uma dose registrada.

Profissionais da saúde precisam ter duas doses da vacina, independentemente da idade.

Bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias podem receber a chamada dose zero nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A aplicação também pode ser indicada após contato com casos suspeitos ou confirmados, conforme avaliação da vigilância epidemiológica. Essa dose não substitui as vacinas previstas no calendário regular aos 12 e 15 meses.

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