segunda-feira, setembro 21, 2026

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Consórcio Nordeste busca recursos durante a COP17 da ONU

**Delegação do Nordeste busca recursos para combate à desertificação na COP17**

Representantes do Consórcio Nordeste participam, em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). A missão brasileira busca financiamento internacional para iniciativas de segurança hídrica, transição energética e recuperação da Caatinga.

A programação inclui a apresentação de projetos voltados ao chamado recaatingamento, modelo de restauração de áreas degradadas que envolve comunidades locais. Dados da ONU apontam que a degradação dos solos alcança até 40% das terras em todo o planeta.

Entre as prioridades da delegação está o fortalecimento do Fundo Caatinga. A proposta é concentrar recursos em uma estrutura única, com redução de custos operacionais e ampliação da capacidade de execução dos projetos na região.

Após participar de um debate sobre financiamento climático em regiões semiáridas, o Consórcio Nordeste discute nesta terça-feira temas ligados à água, à segurança hídrica e ao acesso ao recurso em áreas áridas e semiáridas. Na quarta-feira, a agenda prevê atividades sobre restauração da Caatinga e justiça climática.

No encerramento da participação do grupo, estão programados painéis sobre governança no enfrentamento à desertificação e sobre o potencial do Nordeste como referência internacional em soluções para o semiárido.

A delegação também apresenta o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica, que reúne investimentos em estruturas de convivência com a seca. Entre as medidas previstas estão cisternas, barragens subterrâneas, sistemas de reaproveitamento de água e dessalinização.

Paralelamente à conferência, os representantes realizam encontros bilaterais com o Banco Mundial, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, ligado à ONU, e o Banco dos BRICS.

As propostas levadas à COP17 estão organizadas em três eixos: ampliação da segurança hídrica como estratégia de adaptação climática; transição energética e industrialização de baixo carbono; e restauração de terras aliada à bioeconomia da Caatinga.

Na área energética, os projetos incluem iniciativas de hidrogênio verde e combustíveis renováveis nos complexos de Pecém, no Ceará; Suape, em Pernambuco; e Santo Amaro das Brotas, em Sergipe.

A COP17 segue na Mongólia até 28 de agosto.

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