quarta-feira, setembro 23, 2026

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São Paulo confirma 19 casos de febre maculosa, com 18 mortes

# São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa até julho

O estado de São Paulo contabilizou 19 casos de febre maculosa entre janeiro e julho deste ano, dos quais 18 resultaram em morte. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde.

As ocorrências fatais se concentraram nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.

A febre maculosa é causada pela bactéria *Rickettsia rickettsii* e transmitida pela picada de carrapatos infectados. A doença pode atingir pessoas de todas as idades e evoluir rapidamente para quadros graves, especialmente quando o tratamento demora a ser iniciado.

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras infecções, como dengue, viroses e leptospirose. Febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar estão entre os sinais mais comuns nos primeiros dias.

A partir do terceiro dia, podem surgir manchas avermelhadas na pele e pequenas lesões arroxeadas, sobretudo nas mãos e nos pés. Em fases avançadas, a infecção pode causar gangrena nos dedos e nas orelhas, além de paralisia progressiva que começa nas pernas e pode atingir os pulmões.

A identificação rápida da doença é considerada fundamental, já que os exames laboratoriais de confirmação podem levar até duas semanas. Diante de sintomas compatíveis, especialmente após visitas a áreas de mata, fazendas, florestas ou trilhas, o histórico de exposição deve ser informado ao serviço de saúde para que o tratamento seja avaliado sem aguardar os resultados laboratoriais.

Carrapatos também podem ser levados ao ambiente doméstico por cães que tiveram contato com vegetação. Os parasitas podem permanecer em roupas, camas e outros objetos, ampliando a possibilidade de exposição.

Para reduzir o risco, a orientação é evitar áreas de vegetação alta e gramados sempre que possível. Em locais com potencial presença de carrapatos, recomenda-se usar calças compridas, botas e roupas claras, que facilitam a visualização dos parasitas. Após passeios, é necessário verificar o corpo, as roupas e os animais de estimação.

Cães devem receber proteção com coleiras e produtos repelentes específicos. As roupas usadas em áreas de risco devem ser colocadas em água fervente.

Se houver um carrapato aderido à pele, a recomendação do Ministério da Saúde é retirá-lo com pinça, puxando-o com firmeza e sem apertá-lo ou esmagá-lo. Depois da remoção, o local deve ser lavado com água e sabão ou higienizado com álcool. A retirada rápida do parasita reduz o risco de transmissão da doença.

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