# São Paulo registra 16 casos de sarampo em 2026
O estado de São Paulo confirmou nesta segunda-feira (3) o 16º caso de sarampo registrado em 2026.
A maior parte das notificações ocorreu na capital, que contabiliza 13 pacientes. São Bernardo do Campo tem dois casos confirmados, enquanto Guarulhos registra um. Entre os infectados, há sete homens e nove mulheres.
Dez pacientes são crianças com menos de 1 ano. Os demais casos envolvem adultos entre 20 e 50 anos.
A cobertura da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está abaixo da meta no estado. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o índice é de 77,5% na primeira dose e de 65,5% na segunda. A recomendação do Ministério da Saúde é alcançar 95% de cobertura em ambas as aplicações.
A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começou nesta segunda-feira e seguirá até 1º de setembro. A ação busca ampliar a adesão às vacinas previstas no calendário de imunização, incluindo a proteção contra o sarampo.
Nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, onde houve confirmações da doença, a vacinação contra o sarampo será reforçada para pessoas de 6 meses a 59 anos.
A campanha disponibiliza vacinas contra doenças como hepatite B, poliomielite, rotavírus, meningite, influenza, Covid-19, febre amarela, varicela, hepatite A e HPV, além da tríplice viral.
O sarampo é uma infecção viral aguda, de alta transmissibilidade, que pode causar complicações graves, sequelas e mortes. A disseminação ocorre principalmente por secreções respiratórias liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar, com maior risco em locais de grande circulação de pessoas.
Entre os sinais mais comuns estão febre acima de 38,5°C, manchas vermelhas que geralmente começam no rosto e atrás das orelhas, tosse seca, irritação nos olhos e mal-estar intenso.
A vacinação é a principal forma de prevenção. As vacinas tríplice viral e tetraviral, que também inclui proteção contra varicela, são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).



