quarta-feira, junho 10, 2026
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Epidemia de chikungunya desacelera; internações caem ao menor patamar

Município está na Semana Epidemiológica número 23 e constata que entre as semanas 14 e 22 houve redução de mais de 86% no número de casos notificados, indicando diminuição da força de transmissão viral; número de internados nos hospitais de Dourados caiu para o menor volume desde a confirmação da epidemia

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento da chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano, divulgou nesta quarta-feira (10) um informe epidemiológico que aponta desaceleração da epidemia.

No pico da onda, na Semana Epidemiológica 12, foram registradas 1.208 notificações. Na Semana Epidemiológica 22 esse número caiu para 171, o que representa redução de 86%.

O relatório também mostra queda nas internações. Enquanto os hospitais chegaram a ter mais de 60 leitos ocupados por pacientes com chikungunya no período mais crítico, o boletim desta quarta indica 19 internações: 14 no Hospital Universitário (HU-UFGD), 2 no Hospital Cassems, 1 no Hospital Regional e 2 no Hospital Evangélico Mackenzie.

A avaliação integrada dos indicadores epidemiológicos e assistenciais aponta evidências consistentes de desaceleração e redução progressiva do impacto sobre a rede de saúde, embora mantenha a necessidade de ações contínuas de vigilância e controle vetorial.

A curva de notificações mostra crescimento acelerado entre as Semanas Epidemiológicas 9 e 12, período de maior expansão viral no município, seguido por tendência geral de queda nas semanas posteriores, com oscilações pontuais comuns em epidemias de arboviroses.

O comportamento da epidemia foi diferenciado entre territórios. Na área indígena, a transmissão começou mais cedo e teve comportamento mais explosivo, com pico na semana 12 e queda acentuada nas semanas seguintes. No perímetro urbano não indígena, a transmissão ocorreu mais atrasada e de forma prolongada, com pico entre as semanas 14 e 15. Mesmo assim, o cenário urbano registra atualmente tendência de redução de casos.

A série de testes positivos para chikungunya em Dourados acompanha o padrão observado em notificações, internações e óbitos, reforçando a interpretação de que a cidade está em fase de descenso da transmissão.

Sobre óbitos, o boletim confirma 14 mortes por chikungunya no município em 2026, das quais 10 ocorreram em população indígena. Nos meses mais recentes houve registros fatais esporádicos, mas há simultânea redução nas notificações, nas internações e na velocidade de transmissão.

Em termos técnicos, os dados indicam transição para a fase de descenso da epidemia, com perda progressiva da velocidade de crescimento dos casos, redução sustentada da incidência e alívio gradual da pressão sobre os serviços de saúde.

Apesar da melhora, o COE recomenda manutenção do monitoramento contínuo da mortalidade, vigilância ativa de casos graves e fortalecimento das estratégias de proteção aos grupos vulneráveis, especialmente população indígena, idosos, recém-nascidos e pessoas com comorbidades.

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