terça-feira, junho 9, 2026
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Dourados recebe vacinas do Butantan e 70 profissionais da Atenção Primária à Saúde são imunizados

Secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, explica que não existe motivo para preocupação entre a população geral, uma vez que as doses da vacina do Instituto Butantan contra a dengue ainda não estavam sendo aplicadas nas Unidades Básicas de Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde de Dourados informou que não há motivo para preocupação após a suspensão temporária da vacina Butantan-DV contra a dengue pelo Ministério da Saúde.

Segundo a pasta municipal, o município recebeu apenas 70 doses do imunizante, destinadas prioritariamente a profissionais da linha de frente das Unidades Básicas de Saúde (UBS). As 70 doses foram aplicadas em trabalhadores da saúde e, de acordo com a secretaria, não houve registro de reações alérgicas ou intercorrências e não há casos de reação adversa em investigação.

A estratégia de uso da Butantan-DV previa aplicação exclusiva a profissionais da Atenção Primária e, em fase ampliada, ao público de 15 a 49 anos em quatro municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e região de Araguaína (TO). Nenhuma dessas cidades fica em Mato Grosso do Sul, e Dourados não recebeu lotes destinados ao público geral.

A secretaria também esclareceu que a vacina contra chikungunya, igualmente produzida pelo Instituto Butantan e que teve pouca procura nas UBS de Dourados, não está relacionada à suspensão da Butantan-DV. A imunização contra chikungunya no município está paralisada porque as doses encaminhadas expiraram no início do mês e um novo lote ainda não foi enviado pelo Ministério da Saúde.

A suspensão da Butantan-DV foi adotada por precaução pelo Ministério da Saúde, em conjunto com a Anvisa, após a farmacovigilância identificar 42 casos com sinais de alerta — entre eles dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Desses casos, três foram classificados como graves e dois evoluíram para óbito.

Os episódios são considerados raros: representam 0,008% em relação a cerca de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio. Não há, até o momento, conclusão sobre eventual relação de causalidade entre os eventos e a vacina. A medida permite aprofundar as investigações, inclusive sobre os óbitos registrados.

Paralelamente à suspensão, o Ministério da Saúde mantém as demais ações de combate à dengue. Até o fim de maio de 2026, o país registrou queda de 94% no número de casos prováveis em comparação ao mesmo período de 2024, com 365 mil casos em 2026 ante 5,8 milhões em 2024. A redução de óbitos foi de 97%, passando de mais de 6,3 mil em 2024 para 178 em 2026.

As estratégias em curso incluem fortalecimento da vigilância epidemiológica, monitoramento contínuo de casos suspeitos e confirmados, identificação e eliminação de criadouros do Aedes aegypti, campanhas de conscientização e apoio técnico e financeiro a estados e municípios para controle vetorial. Também prosseguem a distribuição de inseticidas, larvicidas e equipamentos, a capacitação de profissionais de saúde e o monitoramento laboratorial dos sorotipos do vírus da dengue.

A participação da população segue sendo essencial. As orientações são eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas, descartar resíduos de forma adequada e permitir o acesso dos agentes de controle de endemias.

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