O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão do tenente-coronel do Exército Rafael Martins de Oliveira, réu no processo relacionado a um suposto golpe que teria ocorrido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As investigações indicam que Oliveira é um dos envolvidos no plano conhecido como Punhal Verde-Amarelo, que, segundo a Polícia Federal, tinha como objetivo a execução de diversas autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o próprio ministro Moraes.
O militar é integrante do Comando de Operações Especiais do Exército, uma unidade frequentemente denominada “kids pretos”.
Ao rejeitar o pedido de liberação solicitado pela defesa do tenente-coronel, Moraes justificou que a manutenção da prisão é fundamental para garantir a ordem pública e a continuidade adequada do processo judicial. O ministro ressaltou que a denúncia apresentada contra Oliveira permanece válida e não houve novas circunstâncias que justificassem sua soltura.
Rafael Martins de Oliveira faz parte do chamado núcleo 3 da acusação relacionada ao plano golpista. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que os denunciados desse grupo são suspeitos de planejar “ações táticas” para implementar o golpe, sendo compostos por 11 militares e um policial federal.



