O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Governo Federal tem como finalidade aproximar a produção da agricultura familiar das populações em situação de vulnerabilidade, comprando alimentos diretamente dos produtores e destinando-os a quem mais precisa.
Em Mato Grosso do Sul, o programa movimentou mais de R$ 21,8 milhões desde 2021. Nesse período foram adquiridos e doados mais de 1,5 milhão de quilos de alimentos e mais de 206 mil litros de leite pasteurizado. Apenas nos primeiros meses de 2026, o estado já distribuiu mais de 381 mil quilos de alimentos.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) coordena a execução estadual do PAA em articulação com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A compra direta dos produtos, sem necessidade de licitação, tem sido usada para agilizar processos e valorizar a produção local.
O tema foi o foco do Seminário Estadual do PAA, aberto na terça-feira (6) no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. Promovido pela Semadesc e com duração até quarta-feira (7), o encontro reúne agricultores, gestores públicos, técnicos e demais envolvidos na implementação do programa, com objetivo de promover troca de experiências e alinhamento de ações.
A abertura contou com a presença do secretário da Semadesc, Artur Falcette; da secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Karla Bethânia Ledesma de Nadai; do diretor-presidente da Agraer, Fernando Luiz Nascimento; do secretário de Estado da Cidadania, José Sarmento; e do representante do MDS, Humberto de Mello.
Participam também representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Incra, Conab, Funai e Sebrae, além de lideranças da agricultura familiar, prefeitos e secretários municipais. Entre os presentes estava a presidente da Coordenação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas de Mato Grosso do Sul (Conerq/MS), Lucinéia de Jesus Domingos Gabilão.
No estado, o PAA é executado por meio de três editais — Indígena, Quilombola e Ampla Concorrência — que totalizam mais de R$ 9,1 milhões em investimentos. Esses recursos são direcionados à inclusão produtiva de agricultores familiares e ao abastecimento de instituições socioassistenciais e unidades públicas de alimentação.
A iniciativa pretende ampliar o alcance do programa em Mato Grosso do Sul, consolidando-o como um instrumento permanente de integração entre produção sustentável, desenvolvimento regional e segurança alimentar.



