sexta-feira, março 27, 2026
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Cerca de 1,5 mil mulheres foram vítimas de feminicídio em 2024

Quatro mulheres foram assassinadas em casos de feminicídio e quase 200 foram vítimas de estupro diariamente no Brasil em 2024, segundo o Mapa da Segurança Pública 2025, divulgado na quarta-feira (11) pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.

No total, cerca de 1,5 mil mulheres foram mortas em decorrência da violência de gênero, marcando um aumento de dez casos em relação ao ano anterior. Em contrapartida, os homicídios dolosos, que não têm relação direta com questões de gênero, apresentaram uma redução de 8% nesse mesmo período.

A alteração na tipificação do feminicídio e as interpretações feitas pelos agentes de segurança e pelo sistema judiciário podem ser fatores que influenciam essas estatísticas. A inclusão do feminicídio como uma categoria legal distinta pode ter levado a um aumento no seu reconhecimento, o que poderia ter contribuído para a diminuição de registros de homicídios contra mulheres.

Em abril, uma nova lei autorizou o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores com medidas protetivas, garantindo que não se aproximem das vítimas. Esse recurso, no entanto, depende da existência de um sistema integrado de fiscalização e apoio para que sua eficácia seja maximizada.

Os dados do Ministério da Justiça também revelam mais de 83 mil estupros registrados em 2024, o que representa um aumento de pouco mais de 1% em comparação com 2023. Quase 90% das vítimas desses casos eram mulheres, resultando em uma média diária de 196 estupradas.

São Paulo lidera o número absoluto de estupros, porém, em relação à proporção por 100 mil habitantes, os estados mais críticos são Rondônia, Roraima e Amapá, localizados na Região Norte do país. O aumento nos registros de violência contra a mulher pode ser atribuído à melhoria na comunicação por meio das redes sociais, reforçando a necessidade de um apoio comunitário mais eficaz para proteger vítimas de violência de gênero.

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