terça-feira, maio 12, 2026
InícioMundoLula sai da Casa Branca após encontro com Trump

Lula sai da Casa Branca após encontro com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca, em Washington, após reunião seguida de almoço com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde desta quinta-feira (7). O encontro durou cerca de três horas e contou com a presença de ministros e assessores de ambos os países.

A agenda prevista incluiu temas como comércio, tarifas, combate ao crime organizado, questões geopolíticas e minerais críticos. Uma coletiva no Salão Oval chegou a ser cogitada, mas a participação à imprensa foi remarcada para a sede da embaixada do Brasil em Washington ainda nesta tarde.

Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). O encontro havia sido negociado previamente pelas equipes dos dois governos.

No mês passado, Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação para combater o tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê o intercâmbio de informações sobre apreensões realizadas nas aduanas, com o objetivo de agilizar investigações sobre padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.

Na comitiva brasileira estavam o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Contexto comercial

As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos passaram por um período de tensão desde 2025, em razão de uma política tarifária adotada pelo governo norte-americano que retomou medidas protecionistas anteriores. O ciclo de restrições teve início com tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio, afetando fornecedores brasileiros.

Ao longo de 2025, os Estados Unidos ampliaram taxas sobre diversos produtos brasileiros, justificando a medida por suposta falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro intensificou negociações diplomáticas e levou parte da disputa à Organização Mundial do Comércio (OMC). Também foram fortalecidos instrumentos legais de reciprocidade e retaliação para tentar conter a escalada.

No fim de 2025 e início de 2026 houve um recuo parcial por parte dos EUA, com exclusões de alguns produtos e a substituição do pacote tarifário por uma tarifa global temporária de cerca de 10%. Setores como aço e alumínio, contudo, permaneceram sujeitos a taxas elevadas.

LEIA TAMBÉM

MAIS POPULARES