As redes públicas de ensino que pretendem utilizar as notas da Prova Nacional Docente (PND) de 2026 para seleção de professores têm até 31 de maio para formalizar a adesão.
Desde abril, a filiação ao exame é feita exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) do Ministério da Educação (MEC). O acesso ao sistema exige login e senha da plataforma Gov.br, cadastrados pelos secretários de Educação ou pelos dirigentes estaduais e municipais.
O MEC disponibiliza um tutorial no Simec com o passo a passo para acesso e preenchimento do termo de adesão.
A PND foi criada para apoiar a contratação de docentes pelas redes públicas e para qualificar o ingresso na carreira do magistério em todo o país.
Em abril, o MEC informou que, a partir de 2026, a adesão dos entes federados ao exame passa a ser por prazo indeterminado. Ainda assim, as redes municipais, estaduais e do Distrito Federal que já haviam aderido em 2025 precisam reafirmar o interesse até 31 de maio por meio do mesmo sistema. A nova manifestação de interesse, quando realizada, valerá de 2026 em diante.
A adesão também pode ser cancelada pelo gestor local de educação, mediante solicitação feita pelo Simec.
No ano passado, 1.508 municípios e 22 estados aderiram à PND.
Cronograma: após 31 de maio, o MEC divulgará a lista de estados e municípios que aderiram à prova de 2026 e dos que renovaram o interesse. A previsão é de publicação no Diário Oficial da União e na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em junho.
As divulgações ocorrem antes do período de inscrições da PND. Em 2026, as inscrições serão de 15 a 26 de junho. A aplicação da prova ficará a cargo do Inep, em 20 de setembro, e os resultados finais serão conhecidos em dezembro. As notas têm validade de três anos.
Formato da prova: a PND utiliza a mesma avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para licenciaturas, aplicada de forma descentralizada nas 27 unidades da Federação. Também é conhecida como o “Enem dos Professores”.
O exame é dividido em dois blocos. O primeiro contém 30 questões objetivas e uma discursiva, voltadas a competências pedagógicas, compreensão de temas nacionais e internacionais, comunicação escrita e raciocínio lógico. O segundo bloco reúne 50 questões objetivas sobre aprendizagens específicas em uma das 21 áreas de conhecimento escolhida pelo candidato.
A PND é realizada anualmente pelo MEC em parceria com o Inep. O exame não substitui os processos seletivos das secretarias de Educação, mas pode ser adotado como etapa das provas objetiva e/ou discursiva. Não se trata de concurso público e não gera um cadastro público de candidatos; as redes de ensino só acessam as notas quando informam o CPF do interessado.
A prova integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil, que visa fortalecer a formação docente, incentivar a entrada de professores no serviço público e valorizar a carreira do magistério.



