A Polícia Federal informou que Alexandre Ramagem foi detido pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE) em Orlando. A corporação apontou que a prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a PF e autoridades dos EUA.
Segundo a PF, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito. O nome dele consta no site do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos como “sob custódia do ICE”. O local exato de detenção não foi informado.
Em setembro de 2025, Ramagem deixou o Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelos crimes relacionados à tentativa de golpe e à organização criminosa. Apesar de ter sido proibido de sair do país, ele atravessou a fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático que não estava apreendido.
O nome de Ramagem também integra a lista de procurados da Interpol. O governo brasileiro, por meio da Embaixada em Washington, solicitou oficialmente a extradição do ex-parlamentar; o pedido foi enviado ao Departamento de Estado dos EUA no final de dezembro de 2025.
Em fevereiro de 2026, Ramagem prestou depoimento por videoconferência ao STF no processo penal relacionado à trama golpista, ação que havia sido suspensa e voltou a tramitar após a perda do mandato parlamentar.
Ramagem foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019–2022). Ele perdeu o mandato na Câmara em dezembro de 2025 por decisão da Mesa Diretora, em razão da condenação no STF. Era delegado de carreira da Polícia Federal e foi demitido após a sentença.
Reportagem com TV Brasil e Rádio Nacional.



