domingo, março 29, 2026
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Protestos contra Trump se espalham por várias cidades nos EUA

Milhares de pessoas protestaram neste sábado (28) contra as políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma série de atos reunidos sob a bandeira do movimento No Kings (Sem Reis).

Organizadores esperavam que o dia se tornasse o maior protesto de um único dia na história do país, com mais de 3,2 mil eventos planejados nos 50 estados e em diversas cidades fora dos EUA. As estimativas prévias apontavam para a participação de mais de 9 milhões de pessoas; números oficiais ainda não foram divulgados.

O cantor Bruce Springsteen reuniu uma multidão em um estádio de Minneapolis e cantou a faixa “Streets of Minneapolis” durante manifestações relacionadas à atuação do ICE, a polícia de imigração envolvida na morte de dois cidadãos americanos.

Além das críticas à política migratória, os atos também se organizaram contra a participação dos EUA no conflito envolvendo o Irã. As mobilizações ocorreram em várias grandes cidades, entre elas Nova York, Washington, Atlanta, Chicago, Houston, Denver e São Francisco.

Os protestos chegam em um ano eleitoral nos Estados Unidos: no fim do ano ocorrem as eleições de meio de mandato, quando todos os deputados e parte dos senadores serão renovados. Os organizadores relataram aumento no número de eventos anti-Trump e crescimento nas inscrições de eleitores em estados tradicionalmente republicanos, como Idaho, Wyoming, Montana e Utah.

Segundo a Reuters, a mobilização ocorre em um momento em que a taxa de aprovação de Trump caiu para 36%, seu ponto mais baixo desde o retorno à Casa Branca.

O Comitê Nacional Republicano do Congresso divulgou comunicado criticando o apoio de políticos democratas às manifestações.

Os atos também foram apresentados pelos organizadores como um chamado à ação contra os bombardeios do Irã por parte dos EUA e de Israel, em um conflito que já dura cerca de quatro semanas.

O movimento No Kings realizou sua primeira grande mobilização em junho do ano passado, com estimativa de 4 milhões a 6 milhões de participantes em aproximadamente 2,1 mil locais. A segunda onda, em outubro, teria reunido cerca de 7 milhões de pessoas em mais de 2,7 mil pontos pelo país.

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