O governo federal intensificou a fiscalização em postos e distribuidoras de combustíveis para verificar aumentos abusivos de preços e suspeitas de formação de cartel, em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Desde 9 de março, equipes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e dos Procons estaduais e municipais vistoriaram 179 municípios em 25 unidades da federação. Foram visitados 1.180 postos, em um universo de cerca de 41 mil estabelecimentos.
As ações resultaram em mais de 900 notificações ao setor de combustíveis, sendo 125 delas direcionadas a distribuidoras. Ao todo, 36 autos de infração e interdições foram aplicados a distribuidoras e postos de revenda.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou empresas que respondem por aproximadamente 70% do mercado de distribuição de combustíveis, segundo dados oficiais.
No mercado internacional, o preço do barril de petróleo atingiu pico de US$ 120 e apresentou forte volatilidade. Analistas apontam risco de novas altas, principalmente devido a dificuldades no transporte pelo Estreito de Ormuz, corredor por onde circula cerca de 25% do volume mundial de petróleo.
Foi assinada portaria que cria uma força-tarefa para monitorar e fiscalizar os mercados de combustíveis, integrando o trabalho da Senacon, da Polícia Federal e da Secretaria Nacional de Segurança Pública. A medida será publicada no Diário Oficial da União e pretende oferecer respaldo institucional para a participação de órgãos estaduais e municipais no combate ao aumento de preços nas distribuidoras e bombas, à formação de cartéis e a crimes contra a economia popular.



