Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) vinculados ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar) divulgam evidências de aceleração do derretimento de geleiras e calotas polares.
A análise combinou dados do Proantar e do World Glacier Monitoring, organização internacional que acompanha a evolução dos glaciares. Segundo o levantamento, desde 1976 as geleiras perderam quase 9.200 gigatoneladas de gelo. Uma gigatonelada equivale a um trilhão de quilogramas.
O estudo intitulado “Planeta em Degelo” calcula que o volume de água liberado por esse derretimento alcançou cerca de 9.000 quilômetros cúbicos. Essa quantidade é comparável ao volume que o rio Amazonas despeja no oceano ao longo de aproximadamente 470 dias. As maiores perdas ocorreram na Antártica e na Groenlândia.
Os autores relacionam a redução da massa de gelo ao aquecimento anômalo do planeta e apontam implicações diretas para o aumento do nível do mar e para a vulnerabilidade de regiões costeiras.
No campo educativo, o Brasil aparece entre os países que já adotaram iniciativas de educação para os oceanos, conhecidas como “currículo azul”, voltadas à conscientização dos alunos sobre a importância dos ecossistemas marinhos.



