quarta-feira, março 25, 2026
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Festival SESI de Educação traz campeonato de robótica a São Paulo

Começa nesta sexta-feira (6) a 7ª edição do Festival SESI de Educação, uma das maiores competições de robótica da América Latina. O evento reúne em São Paulo cerca de 2,3 mil estudantes de 9 a 19 anos, de escolas públicas e privadas de todo o país.

Do festival sairão as 13 equipes que se classificam para a etapa mundial da competição, marcada para 29 de abril a 2 de maio, em Houston (Estados Unidos), sede da organização First (For Inspiration and Recognition of Science and Technology).

A programação será realizada até domingo (8) no pavilhão da Fundação Bienal, no Parque Ibirapuera. Estandes mostrarão projetos em quatro modalidades, com criação que vai de miniaturas de carros de Fórmula 1 a robôs com mais de 50 quilos. O tema desta edição é Arqueologia. A entrada é gratuita, das 9h às 17h.

O festival tem como objetivo estimular a combinação de pensamento crítico, trabalho em equipe, captação de recursos e desenvolvimento técnico. Os participantes também apresentam seus projetos ao público, o que integra formação em divulgação científica.

Desde 2012, quando o SESI passou a organizar as competições da First no Brasil, mais de 45 mil estudantes participaram dos torneios. Na modalidade iniciante (FLLC), as equipes brasileiras já conquistaram mais de 110 prêmios internacionais.

Organizadores mantêm acordos com prefeituras e secretarias de educação para viabilizar a participação de escolas públicas, incluindo apoio financeiro e parcerias técnicas. Essas ações fazem parte de propostas pedagógicas que buscam articular educação profissional e ensino básico.

Na véspera da abertura, com o espaço fechado ao público, foi realizada a Festa da Amizade, momento destinado ao entrosamento entre estudantes e equipes.

Representando a região Norte, a equipe JurunaBots veio do Pará para competir no festival. Os integrantes estudam na Escola Francisca de Oliveira Lemos Juruna, de Vitória do Xingu (PA), município de cerca de 15 mil habitantes afetado pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

A escola existe desde a década de 1950 e passou a adotar formalmente a vertente de educação indígena em 2012. Os alunos desenvolveram um aplicativo e uma “maleta educativa” batizada Museu Vivo Itinerante do Xingu, que combina réplicas de artefatos, recursos de realidade aumentada e expressões da língua juruna.

O projeto busca registrar e difundir informações sobre artefatos do povo Juruna, além de abordar questões relacionadas à apropriação cultural, apagamento histórico e retorno de peças aos territórios de origem. Como exemplo de mobilização por repatriamento cultural, o texto de divulgação do projeto cita o retorno ao Brasil, em 2024, de um manto tupinambá que esteve na Dinamarca desde o século 17.

A equipe é coordenada pelo educador e cacique Fernando Juruna. O grupo apresenta o trabalho no festival como um exemplo de articulação entre identidade cultural ancestral e inovação tecnológica.

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