quarta-feira, março 25, 2026
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Poluentes frequentemente ultrapassam limites da OMS e prejudicam qualidade do ar

Relatório do governo aponta que concentrações de poluentes no ar no Brasil frequentemente superam os limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Relatório Anual da Qualidade do Ar 2025, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, traz dados de 2024 sobre ozônio, monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e material particulado, entre outros poluentes.

Pela primeira vez, o estudo incorpora os padrões definidos pela resolução 506 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), aprovada em 2025. A norma atualizou os limites nacionais e prevê etapas de transição para convergência com os parâmetros da OMS.

A análise indica que apenas o monóxido de carbono e o dióxido de nitrogênio permaneceram, em sua maioria, dentro dos limites da tabela de transição do Conama, com poucas ultrapassagens registradas. O monóxido de carbono é produzido pela queima de combustíveis fósseis e biomassa; o dióxido de nitrogênio tem como fontes principais motores de combustão interna e centrais térmicas.

O aumento na concentração de ozônio foi observado em média em 11% das medições realizadas em 2024, com maiores magnitudes nas estações do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. O material particulado fino mostrou tendência de redução, com índice de 8,4% registrado em estações de São Paulo.

O relatório consolida informações enviadas por órgãos estaduais e alimenta um banco de dados nacional, o que permite identificar de forma mais clara as ultrapassagens dos padrões de qualidade do ar.

Entre ações em curso citadas no documento estão a votação do Programa Nacional de Qualidade do Ar (Pronar) no Conama, a proposta de nova resolução para episódios críticos de poluição urbana e a elaboração de um plano nacional integrado de ar limpo e clima, com objetivo de articular medidas de qualidade do ar e de enfrentamento das mudanças climáticas.

Atualmente, o país conta com 570 estações de monitoramento da qualidade do ar, aumento de 91 unidades (19%) em relação a 2023 e de 175 unidades (44%) em comparação com 2022.

Fontes: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Agência Brasil.

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