sábado, março 28, 2026
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Peça teatral questiona o mito dos bandeirantes na história de São Paulo

Bandeirantes dão nome a rodovias, avenidas e monumentos em São Paulo e costumam ser associados à identidade paulista e a uma imagem heroica. A peça Entre a Cruz e os Canibais propõe, porém, uma revisão desse mito.

Dirigida por Marcos Damigo, a montagem aborda a construção da imagem dos bandeirantes na passagem do século 19 para o 20. A narrativa aponta que elites cafeeiras procuraram ressignificar esses personagens como fundadores e destemidos, em contraste com percepções anteriores, marcadas por conflitos com jesuítas e críticas à atividade bandeirante.

No enredo, um juiz autoritário localiza um vereador desaparecido, responsável pelo sequestro de indígenas tupis. O achado ameaça desencadear um confronto no vilarejo, que se prepara para receber o governador-geral do Brasil vindo de Portugal.

A comédia farsesca utiliza a sátira para evidenciar o grotesco disfarçado de modernidade. A produção também traça paralelos entre passado e presente e questiona a ideia de desenvolvimento a qualquer custo, investigando suas raízes históricas.

O elenco reúne José Rubens Chachá, Fábio Espósito, Daniel Costa e Thiago Claro França. Entre a Cruz e os Canibais fica em cartaz até 15 de fevereiro no Teatro Arthur Azevedo, na Mooca. Ingressos estão à venda a partir de R$ 10 na bilheteria e na plataforma Sympla, entre quinta-feira (22/1) e domingo (25). A entrada é gratuita.

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