A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, publicou nesta sexta-feira (9) uma mensagem de agradecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao povo brasileiro pelo apoio recebido após o que ela classificou como uma agressão contra o país.
Na postagem, Delcy afirmou que, no dia 3, o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cília Flores foram sequestrados por militares dos Estados Unidos, por ordem do governo de Donald Trump, e estariam detidos em Nova York.
A presidente interina informou ainda que conversou com Lula, com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e com o primeiro‑ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Segundo ela, nas reuniões foram apresentadas informações detalhadas sobre ataques armados contra território venezuelano que teriam provocado a morte de mais de 100 civis e militares.
No campo diplomático, Delcy disse ter reafirmado aos chefes de Estado a intenção de enfrentar a situação por meio de canais diplomáticos, apontados como o caminho para defender a soberania e preservar a paz. Ela também denunciou alegadas violações do direito internacional, incluindo uma suposta quebra da imunidade de jurisdição de Maduro e da primeira-dama.
As conversas, de acordo com Delcy, avançaram para a necessidade de uma agenda bilateral de cooperação voltada ao respeito ao direito internacional, à soberania dos Estados e ao diálogo entre povos.
Sobre o contato com o presidente colombiano, a chefe do Executivo interino afirmou haver compromisso de ambos os países em avançar na resolução de problemas comuns com base no respeito mútuo e na cooperação regional.
No caso do primeiro‑ministro da Espanha, Delcy registrou agradecimento pela posição contrária à agressão e manifestou interesse em desenvolver uma ampla agenda bilateral com benefícios para os dois povos e governos.
Em outra publicação, a presidente interina também agradeceu ao emir do Catar, Tamim bin Hamad bin Khalifa Al-Thani, pela disposição em ajudar na construção de uma agenda de trabalho e diálogo entre Estados Unidos e Venezuela.



