Levantamento da empresa de segurança digital BioCatch indica que mais da metade da população brasileira já foi vítima de fraudes digitais, incluindo golpes por Pix.
Segundo o estudo, as perdas em operações por Pix somaram quase R$ 5 bilhões atribuídos a esquemas fraudulentos.
Na América Latina, os tipos de golpe mais recorrentes identificados foram smishing — mensagens SMS que induzem usuários a clicar em links maliciosos ou a fornecer dados — e vishing, fraudes realizadas por telefone que visam obter informações sensíveis.
No Brasil, houve aumento expressivo em modalidades específicas: mensagens SMS fraudulentas cresceram 14 vezes, enquanto o uso de deepfakes para enganar vítimas aumentou mais de 800%.
Em âmbito global, o relatório aponta crescimento anual de 14% em golpes relacionados a compras, salto de 100% em fraudes por voz (vishing) e alta de 42% em golpes de investimento, que prometem retornos financeiros rápidos e elevados.
O documento também descreve operações sofisticadas conhecidas como “fábricas de fraude”, instaladas em cidades do Camboja e abastecidas por trabalhadores em condições análogas à escravidão, atuando 24 horas por dia. O relatório alerta que esse modelo de operação ameaça se expandir para a América do Sul.



