Os Gaecos (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Federal encerraram as atividades de 2025 com pedidos de bloqueio de bens que somam mais de R$ 28 bilhões.
Ao longo do ano foram deflagradas mais de 60 operações e registradas 126 prisões. A instituição divulgou os dados nesta terça-feira, com levantamento realizado pela coordenação do Gaeco Nacional.
Também foram apresentadas 126 denúncias à Justiça Federal, envolvendo mais de 900 investigados. O balanço aponta ainda que o ano terminou com mais de 400 investigações em andamento contra organizações criminosas.
O Gaeco de São Paulo se destacou por concentrar o maior número de inquéritos em curso e pelo volume de denúncias encaminhadas. Já o Gaeco do Rio de Janeiro liderou em número de operações e concentrou o maior montante financeiro pedido em bloqueios e sequestros de bens, cerca de R$ 23 bilhões.
A coordenação nacional dos Gaecos direcionou esforços para o combate a crimes de caráter transnacional. Nas unidades estaduais, a principal prioridade foi o enfrentamento do tráfico internacional de drogas.
Em vários estados, as ações também miraram crimes ambientais, esquemas de corrupção, repressão a atos antidemocráticos, tráfico de armas e delitos contra o sistema financeiro.



