O enviado especial dos Estados Unidos à Ucrânia indicou que um acordo para encerrar a guerra no país pode estar próximo, dependendo da resolução de duas questões cruciais. A Rússia, por sua vez, exigiu mudanças significativas nas propostas apresentadas pelos EUA.
Desde a invasão russa em fevereiro de 2022, a Ucrânia tem enfrentado um conflito prolongado, exacerbado por oito anos de hostilidades entre separatistas apoiados por Moscou e as forças ucranianas nas regiões de Donetsk e Luhansk, conhecidas como Donbas.
Keith Kellogg, atual representante dos EUA na Ucrânia, comentou em um evento na Califórnia que as negociações estão nos “últimos metros”, indicando a fase final de um possível acordo. Contudo, ele enfatizou que as questões territoriais e o futuro da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, são centrais para a conclusão dos diálogos.
Após conversas de quatro horas no Kremlin entre Vladimir Putin e os enviados especiais de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, Yuri Ushakov, assessor de política externa de Putin, mencionou que foram discutidas questões territoriais. O Kremlin voltou a reafirmar as reivindicações russas sobre Donbas, região que ainda possui partes sob controle ucraniano e é reconhecida internacionalmente como parte da Ucrânia.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy alertou que a entrega de áreas na região de Donetsk seria ilegal sem um referendo, considerando-a uma possível base para futuros ataques russos. Ushakov ainda afirmou que os Estados Unidos precisariam fazer “mudanças sérias” em seus documentos relacionados à Ucrânia, embora não tenha detalhado quais alterações seriam necessárias.
Zelenskiy, em comentários recentes, revelou que teve um diálogo prolongado com os enviados americanos, enquanto o Kremlin expressou expectativa de que Kushner contribua para a elaboração de um acordo potencial.



