segunda-feira, março 30, 2026
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Mercado ajusta expectativa de inflação para 4,43% em 2023

A projeção do mercado financeiro para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi revisada de 4,45% para 4,43% para este ano. Essa informação foi divulgada no boletim Focus, publicado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (1º). O documento apresenta as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para os anos de 2026, 2027 e 2028, as previsões de inflação também foram ajustadas, passando de 4,18% para 4,17% em 2026, com expectativas de 3,8% e 3,5% para os anos seguintes.

Pela terceira semana consecutiva, o prognóstico da inflação foi reduzido. Esse movimento acompanha o resultado de outubro, que apresentou a menor taxa para o mês em quase três décadas, encaixando-se dentro da meta estipulada pelo Banco Central.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, resultando em um intervalo de 1,5% a 4,5%.

A recente redução nas tarifas de energia elétrica teve um impacto significativo na diminuição da inflação, resultando em um IPCA de 0,09% em outubro, a taxa mais baixa para o mês desde 1998. Em comparação, em setembro o índice foi de 0,48%, e em outubro do ano passado, 0,56%.

Dessa forma, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, após oito meses de índice acima de 5%, mas ainda se mantendo acima do teto da meta do CMN.

Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, que está fixada em 15% ao ano. A manutenção da Selic foi uma decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que se repetiu pela terceira vez consecutiva na última reunião, devido à desaceleração econômica e ao recuo da inflação.

O BC mantém a possibilidade de aumentar a taxa de juros se considerar necessário. Em comunicado, a instituição destacou que as incertezas no cenário econômico internacional, especialmente relacionadas aos Estados Unidos, afetam as condições financeiras globais. Ressaltou também que a inflação no Brasil persiste acima da meta, indicando que os juros permanecerão elevados por um período prolongado.

As projeções apontam que a taxa Selic deve encerrar 2025 em 15% ao ano, com expectativas de redução para 12% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, as previsões são de diminuições adicionais, alcançando 10,5% e 9,5% ao ano, respectivamente.

O aumento da Selic tem como objetivo conter a demanda aquecida, já que juros mais altos elevam o custo do crédito e incentivam a poupança, embora possam limitar a expansão econômica. Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, estimulando o consumo e a produção, o que pode desafiar o controle da inflação.

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