sábado, março 28, 2026
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Aumento de 44% no número de enfermeiros no Brasil em cinco anos

Entre 2017 e 2022, o Brasil observou um crescimento significativo no número de postos de trabalho na área de enfermagem, com um aumento de quase 44%. O total saltou de aproximadamente 1 milhão para 1,5 milhão de vínculos profissionais. Contudo, esse número não reflete a totalidade de profissionais, já que muitos podem ter mais de um vínculo.

Os dados foram apresentados pelo Ministério da Saúde em um estudo sobre a Demografia e o Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil. O levantamento revela que a enfermagem, incluindo enfermeiros, técnicos e auxiliares, é o setor com o maior número de postos de trabalho na saúde.

Analisando os dados de cinco anos, verifica-se que houve ampliação em todas as áreas de atenção à saúde. A atenção de alta complexidade teve o maior aumento absoluto, passando de 635 mil postos em 2017 para quase 900 mil em 2022, representando uma alta de 41%. Nas atenções primária e secundária, os números também cresceram, indo de 204 mil para 285 mil (39,2%) e de 171 mil para 238 mil (39%), respectivamente.

Outro aspecto importante é que as mulheres compõem cerca de 85% da força de trabalho na enfermagem, e o setor público é responsável por 61,9% dos vínculos profissionais.

Durante o período da pandemia de covid-19, de 2020 a 2022, houve um aumento notável na contratação de enfermeiros e técnicos, especialmente no âmbito público, em resposta à alta demanda por serviços hospitalares e vacinação.

Em relação às regiões do país, todas apresentaram crescimento no número de postos na enfermagem, destacando-se o Nordeste com um aumento de 46,3% e o Norte com 43,8%. O Centro-Oeste teve o maior crescimento percentual no período, com 57,3%, enquanto o Sul registrou aumento de 44,6% e o Sudeste, o menor incremento, de 34,9%. Mesmo assim, o Sudeste continua sendo a região com a maior concentração de postos de trabalho.

O estudo também revela que a maior parte dos vínculos de trabalho é formal, com cerca de 67% dos profissionais sob o regime da CLT. Os demais utilizam contratos estatutários e outras formas, como os temporários e autônomos.

Os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem representam a maior parte dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), desempenhando funções essenciais em todos os níveis de atenção à saúde, desde a promoção até a reabilitação.

No que diz respeito às jornadas de trabalho, prevalece a carga de 31 a 40 horas semanais, com salários médios que variam entre dois e três salários mínimos, ou seja, de R$ 3.036 a R$ 4.554.

O estudo também destaca o aumento do setor privado no ensino de graduação e técnica em enfermagem, principalmente na modalidade de ensino a distância (EaD), que, em 2022, representou 50,3% das vagas disponíveis. Essa tendência aponta para a necessidade de aumentar o número de profissionais qualificados para atender às demandas de saúde da população brasileira.

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