Empresas e instituições brasileiras alocaram mais de R$ 6,2 bilhões em ações de impacto social em 2023, o que representa um crescimento de 19,4% em relação ao ano anterior. Esses dados foram divulgados na pesquisa Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC) 2025, promovida pela Comunitas, uma organização dedicada ao fortalecimento da gestão pública no Brasil.
O estudo revela que a maior parte do investimento social corporativo teve origem em recursos próprios das organizações, que totalizaram R$ 4,79 bilhões, com um aumento de 35% em relação ao ano anterior. Os recursos incentivados alcançaram R$ 1,42 bilhão.
Com o objetivo de oferecer uma perspectiva estratégica sobre o investimento social corporativo no país, a Comunitas pretende publicar anualmente os resultados do BISC. A pesquisa é uma ferramenta para auxiliar empresas e instituições em seu planejamento, baseando-se em dados que favorecem a tomada de decisão.
Os principais focos de investimento social incluem educação e cultura, além de um crescente interesse em inclusão produtiva. A inclusão produtiva tem ganhado destaque, especialmente em relação à qualificação profissional, refletindo a demanda por mão de obra qualificada.
Em 2024, as iniciativas em resposta a emergências climáticas se tornaram uma prioridade comum entre as empresas. Há uma necessidade crescente de ações humanitárias e preventivas para mitigar os impactos das mudanças climáticas, que se tornam cada vez mais intensas.
A pesquisa também diferencia as abordagens dos setores industrial e de serviços. O setor industrial, por estar mais conectado às demandas locais, tende a investir em múltiplas causas, enquanto o setor de serviços concentra-se mais em educação.
Nos últimos anos, o volume de investimentos tem se diversificado. A indústria, que havia crescido durante a pandemia, alcançou a paridade com o setor de serviços, ambos apresentando um aumento no investimento social.
Os jovens continuam sendo o grupo prioritário nas iniciativas sociais, em meio a uma crise de talentos acentuada pelas desigualdades sociais e pela digitalização. As empresas estão cada vez mais investindo em colaboração e co-investimento, formando alianças que visam enfrentar os desafios sociais de forma mais eficiente.
Nesta 18ª edição do estudo, a análise inclui informações de 337 unidades de negócios e 22 institutos e fundações corporativas, permitindo uma compreensão abrangente do cenário do investimento social corporativo no Brasil.



