segunda-feira, março 30, 2026
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Mercado financeiro ajusta expectativa de inflação para 4,7%

A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice considerado a inflação oficial do Brasil, foi revisada de 4,72% para 4,70% para o ano de 2023. A alteração foi divulgada no boletim Focus na última segunda-feira (20), uma pesquisa semanal do Banco Central (BC) que reflete as expectativas de instituições financeiras em relação a diversos indicadores econômicos.

Para os anos de 2026, 2027 e 2028, as previsões inflacionárias também apresentaram quedas, passando de 4,28% para 4,27% em 2026, e fixando-se em 3,83% para 2027 e 3,6% para 2028.

A estimativa atual para 2023 supera o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais e para menos, resultando em um limite inferior de 1,5% e superior de 4,5%.

Após uma redução em agosto, a inflação teve um aumento de 0,48% em setembro, impulsionada pelo aumento dos custos de energia elétrica. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou 5,17%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Banco Central utiliza a taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano, como principal ferramenta monetária para controlar a inflação. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic foi influenciada por incertezas no cenário econômico global e dados que indicam uma desaceleração no crescimento interno.

Conforme a ata da última reunião, o objetivo do Copom é manter a taxa elevada por um período prolongado, buscando garantir o cumprimento da meta inflacionária. A expectativa é que a Selic permaneça em 15% até o final de 2025, com projeções de queda para 12,25% em 2026 e, posteriormente, para 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

O aumento da taxa básica de juros tem como objetivo conter a demanda excessiva, o que, por sua vez, afeta os preços. Juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança, embora possam dificultar o crescimento econômico. Uma redução na Selic geralmente resulta em crédito mais acessível, promovendo o consumo e, potencialmente, aumentando a inflação.

No que diz respeito ao crescimento econômico, a previsão do boletim Focus para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu ligeiramente de 2,16% para 2,17% para este ano. As previsões para os anos seguintes são de 1,8% em 2026 e 1,82% em 2027, com uma expectativa de 2% para 2028.

A economia brasileira teve um crescimento de 0,4% no segundo trimestre de 2023, impulsionada pelas expansões nos setores de serviços e indústria, e fechou o ano de 2024 com um crescimento de 3,4%, representando a maior alta desde 2021.

Por fim, a previsão para a cotação do dólar ao final de 2023 é de R$ 5,45, com estimativas de R$ 5,50 para o final de 2026.

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