O Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, celebrado em 30 de janeiro, recorda a primeira HQ publicada no Brasil em 1869: As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte, de Ângelo Agostini, na revista Vida Fluminense.
Desde então, as histórias em quadrinhos conquistaram espaço na cultura brasileira e passaram a integrar práticas pedagógicas em escolas de todo o país. Quadrinhos são frequentemente utilizados como recurso didático para apoiar a alfabetização e o aprendizado infantil.
Pesquisas e profissionais da área educacional apontam que a combinação de imagens e texto nas HQs facilita a compreensão, ajuda na organização da sequência dos fatos e contribui para o desenvolvimento de atenção, memória, linguagem e funções executivas. Para leitores em processo de alfabetização ou com dificuldades de aprendizagem, o formato reduz a sobrecarga cognitiva ao oferecer pistas visuais que complementam o texto.
A migração para o meio digital também transformou o setor. Plataformas e redes sociais alteraram hábitos de consumo e os formatos de publicação, levando muitos criadores a fragmentar narrativas em posts curtos e episódios que dialogam com um público de leitura mais veloz e segmentada. Esse formato costuma ser utilizado como etapa antes da compilação em livros ou publicações longas.
Apesar da popularidade das HQs, dados de 2024 do Instituto Pró-Livro indicam que mais da metade dos brasileiros não tem o hábito regular de leitura. Nesse cenário, as histórias em quadrinhos se mantêm como uma alternativa relevante para estimular o interesse pela leitura e servir de porta de entrada para textos mais extensos e para o desenvolvimento de pensamento crítico.



