O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram nesta quinta-feira (26) os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025. O levantamento aponta aumento da cobertura da educação em tempo integral em todas as etapas da educação básica nos últimos quatro anos.
Considera-se matrícula em tempo integral o aluno que permanece na escola por 7 horas ou mais por dia, ou 35 horas semanais.
Segundo os dados, a parcela de matrículas presenciais em tempo integral na rede pública subiu 10,7 pontos percentuais entre 2021 e 2025, passando de 15,1% para 25,8%. Com isso, o país alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024, que previa atendimento integral para pelo menos 25% dos alunos da educação básica na rede pública.
O Censo Escolar registrou um aumento de 923 mil matrículas em tempo integral em um único ano, totalizando mais de 8,8 milhões de estudantes na rede pública.
Por etapa, o maior incremento ocorreu no ensino médio, que foi de 16,7% em 2022 para 26,8% em 2025. O ensino fundamental — anos finais (6º ao 9º) — alcançou 23,7%; os anos iniciais (1º ao 5º), 20,9%; e a pré-escola, 18,3%.
O MEC atribui parte desse avanço ao investimento de R$ 4 bilhões no Programa Escola em Tempo Integral, criado em 2023 para apoiar redes de ensino na expansão das matrículas em tempo integral em todas as etapas e modalidades da educação básica.
O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Inep e reúne informações sobre escolas da educação básica, professores, gestores, turmas e características dos estudantes. O levantamento abrange todas as etapas e modalidades — ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional — e inclui escolas públicas e privadas de todo o país.



